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O blog é uma extensão da cobertura sobre tecnologia e internet publicada na Folha.

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Como é ver vídeos de ‘realidade virtual’ no Pornhub

Por Felipe Maia
Vídeo em realidade virtual do Pornhub
Vídeo em realidade virtual do Pornhub

Se você olha para cima, vê o rosto da atriz em ação. Se olha para baixo, a ação em si. Ao virar a cabeça, olha a janela, a parte desocupada da cama… A realidade virtual é uma das maiores apostas do setor de tecnologia para um futuro próximo e, como é bem comum, foi abraçada de forma bastante precoce por outra indústria, a pornô.

Nesta semana, o Pornhub, um dos maiores sites de pornografia do mundo, com 3 milhões de vídeos no catálogo, anunciou o lançamento de uma seção só com filmes para esse formato. Os filmes podem ser vistos por meio de óculos virtuais como o Samsung Gear VR, vendido no Brasil por R$ 800, e o Google Cardboard, que usam smartphones como geradores de conteúdo (você reproduz o vídeo no celular e o conecta ao óculos para ver o vídeo em três dimensões).

No caso desse último, um acessório de papelão desenvolvido pela gigante das buscas, o site promete distribuir 10 mil unidades nos Estados Unidos, para quem se cadastrar.

“Agora, nossos usuários podem não apenas ver nosso conteúdo, mas serem protagonistas na experiência e interagir com seus astros pornôs favoritos”, prometeu, em nota, Corey Price, vice-presidente do site.

Bem, a promessa é essa. Mas, o que o canal oferece de fato ainda é bem menos do que isso. Nos vídeos assistidos pela Folha (em um Motorola Moto X acoplado a um Google Cardboard), o formato é mais 180º do que 360º.

A maioria das cenas é filmada do ponto de vista do ator (o homem), então o que se tem, no máximo, é a visão do homem na relação –não de, digamos, ser o convidado especial de ménage, com acesso a todos os ângulos do set. Mas é inegável que se trata de uma experiência mais imersiva do que assistir pornografia no velho laptop: você se interessa mais por uma determinada parte do corpo dos protagonistas? É só olhar fixamente para ela e abstrair o resto.

Alguns bugs também apareceram: nem sempre a imagem exibida no celular correspondia à posição da cabeça do usuário –ao olhar para a frente, por exemplo, às vezes não se via nada e, para haver alguma ação, era preciso ficar com a cabeça para baixo, um tanto incômodo.

Apesar das limitações, é melhor não brincar com o poder de fogo na indústria pornô no mercado de tecnologia, em evidência há décadas (diz-se, por exemplo, que a indústria de filmes pornô teve um papel decisivo na disputa pelo padrão de videocassetes, nos 1980: havia muito mais vídeos de sexo em fitas VHS, mais baratas, do que nas Betamax, que acabaram derrotadas).

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