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O blog é uma extensão da cobertura sobre tecnologia e internet publicada na Folha.

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Cientistas traduzem áudio a partir de vibrações de embalagem de salgadinho

Por João Vitor Oliveira

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Toda vez que um som é emitido, ondas acústicas fazem com que os objetos ao redor vibrem e criem um sinal visual que o olho humano não é capaz de captar.

Partindo desse princípio, um grupo de pesquisadores do MIT, da Microsoft e do Adobe desenvolveu um algoritmo que reconstrói sinais de áudio analisando minúsculas vibrações gravadas em vídeo.

Munidos apenas de uma câmera, os cientistas conseguiram reproduzir músicas de maneira fiel a partir do vídeo de objetos que foram expostos ao som.

Em um dos experimentos, a música infantil “Maria tinha um carneirinho” foi extraída de uma planta.

Em outro, as vibrações de um par de fones de ouvido revelaram o clássico “Under Pressure”, da banda inglesa Queen, e o áudio recuperado foi tão fiel que não demorou para que o aplicativo identificador Shazam conseguisse reconhecê-lo.

Mas o registro mais impressionante é o de um discurso recuperado pela embalagem de um saco de batatas fritas. A câmera foi colocada a 4,5 metros de distância do objeto e atrás de um vidro à prova de som, e o resultado extraído é razoavelmente inteligível.

Confira os experimentos no vídeo:

Em um texto publicado no site do MIT, os pesquisadores afirmam que a tecnologia pode ter aplicações no setor da ciência forense, ajudando em investigações criminais.

Além disso, seria uma possível maneira de descobrir novas informações sobre a estrutura interna dos objetos.

“O sinal recuperado nos revela muito sobre os objetos, pois objetos diferentes reagem de maneira diferente a um mesmo som”, diz Abe Davis, um dos responsáveis pelo projeto.

Ele completa: “Eu tenho certeza que essa tecnologia terá aplicações que ninguém está esperando. Eu acho que o “carimbo da boa ciência” é quando você faz algo só porque parece legal e, de repente, alguém acaba usando aquilo de uma maneira que você nunca havia imaginado”.

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