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Escolas estonianas incluem programação no currículo do ensino fundamental

Por Yuri Gonzaga

Na Estônia, país onde foi concebido o Skype, crianças passarão a aprender a programar com sete anos de idade.

Cerca de 20 das 550 escolas que existem nesse país do Leste Europeu foram escolhidas para participar do programa-piloto ProgeTiiger, parceria público-privada que tem como intuito “dar às crianças a oportunidade de criar” com tecnologia, algo com que elas já estão familiarizadas, segundo a idealizadora do projeto, Ave Lauringson.

“Na Estônia, as crianças andam com fraldas e iPads”, disse Lauringson à “Forbes”. “E nós só temos 1,3 milhões de habitantes. Por isso, nosso país é um bom lugar para iniciar esse tipo de projeto.”

Segundo a publicação, o conteúdo passado não será focado em linguagens como Java ou C++, mas sim habilidades como a lógica computacional por trás de programas.

A medida é promovida pela estoniana ONG Tiger Leap Foundation, que tem outros projetos que envolvem progresso científico e educação.

O exemplo poderia ser seguido, também em escala experimental, pelo Brasil, que enfrenta sério déficit de mão de obra capacitada, em especial por conta da frágil base em ciências exatas que é passada na educação no país.

COMPUTADOR-BRINQUEDO

Quando inventou o Raspberry Pi, computador do tamanho de um cartão de crédito que custa US$ 25, o então pesquisador da Universidade de Cambridge (Inglaterra) Eben Upton tinha o mesmo objetivo do programa estoniano.

“Eu organizava estudos de graduação. Eu observava cada vez menos gente se inscrevendo nos cursos de ciências da computação e os estudantes que ingressavam sabiam menos e menos coisas impressionantes”, disse Upton em entrevista à “Wired“.

“O fato de cada vez menos crianças terem computação como seu hobby estava começando a afetar a academia.”

O computador, que começou a ser vendido em abril, usa um processador de arquitetura ARM e sistema operacional Linux. Ele é vendido por dois distribuidores, que enviam para o mundo todo.

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