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Ex-funcionário do Google relata um ano de ‘trabalho sujo’ na empresa

Por Yuri Gonzaga

O site “BuzzFeed” publicou recentemente o depoimento de um ex-funcionário do Google que, com seu nome mantido em sigilo, relata um ano na função de avaliar “material sensível”.

Na verdade, seu trabalho consistia em vasculhar todos os produtos do Google (YouTube, Imagens e Picasa, por exemplo) em busca de imagens que continham pornografia infantil, necrofilia ou outras parafilias (como fetiche por fraldas) ou violência gráfica (como decapitações e suicídios).

“Eu tinha acabado de sair da faculdade e considerava fantástico trabalhar no Google. Só que ninguém me havia dito que faria esse tipo de trabalho sem qualquer tipo de apoio psicológico”, conta.

“Se qualquer pessoa usasse o Google para compartilhar pornografia pedófila, eu teria de ver isso. Eram por volta de 15 mil imagens por dia.”

A situação se sustentou durante nove meses, quando uma agente de um órgão federal foi chamado pelo Google para falar com o funcionário.

“Ela me mostrou imagens de atividades inofensivas e me perguntou qual era minha sensação. ‘Isso está completamente errado!’, reagi. Era apenas uma criança com seu pai.”

“Foi aí que eu percebi que precisava de terapia.”

O autor do relato disse, ainda, que não falava com ninguém sobre o assunto. “Não queria descarregar esse tipo de coisa na minha namorada.”

O Google teria pago somente a primeira das sessões de terapia. Depois de dois meses (prazo até o final do programa de colaborador do Google), o funcionário teria sido dispensado pela empresa.

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