Ex-funcionário do Google relata um ano de ‘trabalho sujo’ na empresa

O site “BuzzFeed” publicou recentemente o depoimento de um ex-funcionário do Google que, com seu nome mantido em sigilo, relata um ano na função de avaliar “material sensível”.

Na verdade, seu trabalho consistia em vasculhar todos os produtos do Google (YouTube, Imagens e Picasa, por exemplo) em busca de imagens que continham pornografia infantil, necrofilia ou outras parafilias (como fetiche por fraldas) ou violência gráfica (como decapitações e suicídios).

“Eu tinha acabado de sair da faculdade e considerava fantástico trabalhar no Google. Só que ninguém me havia dito que faria esse tipo de trabalho sem qualquer tipo de apoio psicológico”, conta.

“Se qualquer pessoa usasse o Google para compartilhar pornografia pedófila, eu teria de ver isso. Eram por volta de 15 mil imagens por dia.”

A situação se sustentou durante nove meses, quando uma agente de um órgão federal foi chamado pelo Google para falar com o funcionário.

“Ela me mostrou imagens de atividades inofensivas e me perguntou qual era minha sensação. ‘Isso está completamente errado!’, reagi. Era apenas uma criança com seu pai.”

“Foi aí que eu percebi que precisava de terapia.”

O autor do relato disse, ainda, que não falava com ninguém sobre o assunto. “Não queria descarregar esse tipo de coisa na minha namorada.”

O Google teria pago somente a primeira das sessões de terapia. Depois de dois meses (prazo até o final do programa de colaborador do Google), o funcionário teria sido dispensado pela empresa.

     13 comentários   comente   E-mail E-mail  
  • Comentários
  • Facebook

13 comentários feitos no blog

  1. fernando comentou em 29/08/12 at 1:21 pm Responder

    More I know men, more a like dogs.
    (about the coments)
    Mankind is really going out of sense.

  2. Lyan comentou em 28/08/12 at 11:48 pm Responder

    C******, só tem imbecil comentando aqui. Pela descrição do moço, pareceu um dos trabalhos mais difíceis psicologicamente que eu consiga imaginar. Tem que ter a cabeça muito fechada no próprio mundo e incapacidade de se colocar no lugar dos outros pra não perceber como isso é difícil.

  3. Gralha comentou em 27/08/12 at 6:34 pm Responder

    tb conhecido como frescura….

    ultimamente todo mundo tem sindrome do panico, é bipolar ou precisa de terapia para enfrentar os desafios da vida… fala serio… toma vergonha na cara

  4. borsa comentou em 27/08/12 at 6:21 pm Responder

    é mta frescura deste rapaz

  5. jose comentou em 27/08/12 at 1:48 pm Responder

    acho que todo tipo de trabalho tem os pro e os contra. A Empresa náo pode ser responsabilizada por alguém que nâo aquenta o gaio.

  6. COSTACARNEIRO comentou em 24/08/12 at 8:48 pm Responder

    eu não me sentiria bem em saber que ao acessar o google contribuo pra que pais de famílias sejam submetidos a esse tratamento cruel pela empresa em que trabalha. o ser humano não é máquina e se está doente não pode ser demitido ainda doente e precisando de tratamento. o google deve mudar essa postura e dar suporte para que esta tarefa não adoeça mais ninguém.

  7. Felipe Diego de Oliveira comentou em 23/08/12 at 8:33 pm Responder

    Frescura… queria ver se fosse estagiário num matadouro ou coisa assim…

  8. Aluízio comentou em 23/08/12 at 8:24 pm Responder

    Um trabalho desses deveria ter um apoio psicológico muito bom para quem o faz. Não é fácil ser obrigado a ver esses tipos de cenas que causam mau estar até quando ouvimos relatos ocasionais, imagine ver isso diariamente.

  9. Ric comentou em 23/08/12 at 7:42 pm Responder

    O trabalho fácil ou difícil precisa ser feito por alguém…..coitado dos Estágiarios rsss

  10. Pavlov comentou em 23/08/12 at 5:37 pm Responder

    Todo trabalho honesto é digno. Se não aguentou o tranco, paciência…

  11. Carlos Vitor de Castro comentou em 23/08/12 at 2:43 pm Responder

    Trabalho bem ruim mesmo, existem piores, claro, mas esta superexposição de sujeirada afeta a cabeça de qualquer pessoa sã.

  12. Marcio Dantas comentou em 23/08/12 at 1:02 pm Responder

    Depois falam dos viadinhos. Não é trabalho sujo, é um trabalho super limpo, identificar imagens agressivas, é tão digno quanto qualquer outro trabalho.

  13. Rodrigo comentou em 23/08/12 at 12:35 pm Responder

    Realmente é um serviço muito forte, trabalho tão ruim quanto num necrotério, porque se vê muito mais que gente morta inofensiva.

Deixe um Comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>