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O blog é uma extensão da cobertura sobre tecnologia e internet publicada na Folha.

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O sofrimento da internet grátis nos aeroportos brasileiros

Por Lucas Sampaio

Anunciada com alarde no começo de abril pela Infraero, a internet wi-fi grátis nos aeroportos ainda não decolou.

Em dois dos principais aeroportos do país –Congonhas e Galeão–, foi praticamente impossível acessar a rede na sexta-feira, 18, e nesta terça-feira, 22.

Wi-fi grátis e ilimitado começa em Cumbica e outros oito aeroportos

Wi-Fi em aeroportos apresenta problemas em São Paulo e no DF

Em São Paulo, você até consegue se conectar à rede wi-fi grátis no aeroporto de Congonhas –mas a internet é tão lenta que a página de login da Infraero demora mais de 10 minutos para carregar.

Para conseguir se logar ou criar um usuário, então, só com muita paciência. Foi preciso cerca de 20 minutos até conseguir completar o processo, para logo em seguida a internet parar de funcionar.

Chega a ser estressante precisar de quase dez minutos para ler quatro e-mails só de texto e responder apenas um deles. Minha paciência durou 40 minutos.

A tentativa de acesso foi feita na tarde de sexta, às 13h30, fora dos dias e horários de pico do aeroporto (de terça a quinta-feira, no início da manhã e no fim da tarde).

Passageiros no saguão principal do aeroporto de Congonhas, em São Paulo (Lalo de Almeida/Folhapress)

No Rio, a situação é ainda pior. No aeroporto internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão), não foi possível se conectar à rede grátis em dois dias diferentes.

Na tarde de sexta, por volta das 18h, a rede grátis existia, mas não funcionava. Na terça pela manhã, por volta das 10h30, ela nem sequer aparecia entre as redes disponíveis para conectar.

SÓ PARA POUCOS

Teoricamente, passageiros podem acessar à internet de forma gratuita e ilimitada em nove dos maiores aeroportos brasileiros: Cumbica (Guarulhos), Congonhas, Galeão, Santos Dumont, Recife, Fortaleza, Pampulha (Minas Gerais), Brasília e Porto Alegre.

A conexão sem fio foi liberada nas áreas de embarque dos aeroportos. Para usar o serviço, é preciso fazer um cadastro ao abrir o navegador e inserir o número do cartão de embarque para validar o acesso.

Para oferecer o serviço, a Infraero (estatal responsável pelos aeroportos) fez um acordo com três operadoras: em troca de publicidade, elas não cobram pela internet.

PROBLEMA RECORRENTE

No começo de abril, na primeira semana depois de inaugurada a rede grátis nos principais aeroportos brasileiros, a internet também não funcionava em Congonhas (novamente) e no Santos Dummont.

Tentei acessar a rede em Congonhas no dia 8, domingo, e no Santos Dummont no dia 10, terça –ambas as vezes sem sucesso. O problema era o mesmo: a rede estava lá, mas era impossível conectar-se à ela.

Dias antes, a Folha tinha testado o mesmo serviço no Santos Dummont, em Congonhas e em Brasília. Apenas o Rio de Janeiro passou no teste.

Alguém aqui já conseguiu usar decentemente a internet grátis da Infraero em algum dos aeroportos brasileiros?

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